segunda-feira, 9 de março de 2009

Cantigas de roda

Os sons da infânciaBiblioteca Virtual do Estudante – Músicas para Crianças
http://www.bibvirt.futuro.usp.br/sons/infantil/infantil.html


Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar, vamos dar a volta e meia, meia volta vamos dar... Quem consegue esquecer esses versos tão singelos e vívidos que animaram a infância de gerações de brasileiros de norte a sul do país? E se cantássemos O cravo brigou com a rosa? Que tal Escravos de Jó ou ainda Fui à Espanha? São apenas alguns exemplos de músicas que foram celebrizadas a partir da voz doce e suave de nossas mães ou avós, das professoras da educação infantil ou dos primeiros anos do ensino fundamental e que fazem parte do rico acervo cultural brasileiro.
Cantigas de roda que embalavam brincadeiras e que, ao mesmo tempo, ajudavam a melhorar a comunicação, a entender um pouco do Brasil ou mesmo a escrever e ler com maior precisão e qualidade. E as novas gerações de famílias e professores, estão a par dessas cantigas? Será que as nossas escolas de educação infantil ainda utilizam tais músicas? Quantas dessas canções são ainda cantaroladas para as nossas crianças em sala de aula?

A modernidade tem muitas e muitas vantagens. Os computadores e a Internet permitiram aos educadores ter um acesso muito mais ligeiro e variado a fontes de pesquisa e aperfeiçoamento. Com o uso da Web e de todos os seus recursos podemos elaborar estratégias, incrementar nossas aulas, variar instrumentos e, principalmente, encantar mais nossos alunos. Ao usarmos filmes e músicas gravadas em CDs podemos não apenas interessar mais os estudantes nos tópicos que estamos retratando, há também a possibilidade de desencadear inúmeros projetos que podem nos ajudar a efetivar a educação.

As cantigas de roda ajudam a embalar a infância, a prolongá-la. Dessa forma permitem que nossos meninos e meninas continuem sendo crianças por muito mais tempo...
Mas, ao mesmo tempo em que desfrutamos de todos esses importantes recursos não devemos abrir mão de ferramentas e práticas que fizeram tanto sucesso num passado próximo ou longínquo. Pelo contrário, devemos tentar atualizar sua utilização de forma a transformá-los em instrumentos que nos possibilitem mexer com os estudantes, fazê-los colocar a mão na massa e, literalmente, permitir que eles interajam com o mundo real.

Vivemos uma era onde a tecnologia está cada vez mais presente no cotidiano das pessoas e, constantemente nos surpreendemos ao perceber que isso está afastando as pessoas, fazendo com que elas deixem de estar juntas, de conversar, de socializar experiências e informações. Tenho um grande contingente de alunos e amigos que parecem preferir conversar uns com os outros através de comunicadores instantâneos, e-mails ou mandando mensagens através de sites de relacionamento (como o Orkut) ao invés de se encontrar com as pessoas para as quais endereçam seus recados, suas palavras e seus sentimentos.

Quando a televisão chegou e se incorporou ao cotidiano das famílias, devido ao seu alto custo que a tornava inacessível para a maior parte das pessoas, ocorreu um interessante fenômeno que reunia membros de uma mesma rua ou bairro na casa daquele que possuísse um aparelho de TV para que todos, reunidos, pudessem desfrutar das benesses dessa máquina. Isso gerava convivência, ocasionava conversas, estimulava intercâmbio de opiniões.

Atualmente as casas possuem vários aparelhos de televisão e os membros de uma mesma família acabam se separando e se mantendo isolados em seus próprios quartos. Com as outras tecnologias que se incorporaram ao cotidiano doméstico, o distanciamento se tornou ainda maior. Momentos de encontro e lazer como os jogos de tabuleiro, as cantigas de roda, as brincadeiras de pega-pega ou esconde-esconde, o jogo de bola na rua, as brincadeiras de bonecas e casinha, a leitura de livros para as crianças ou o contador de “causos” foram desaparecendo gradualmente.
O que pretendemos ao destacar o rico trabalho da Biblioteca Virtual do Estudante ao realçar e preservar através da Internet o valoroso acervo brasileiro de cantigas infantis (antigas e recentes) é permitir que as pessoas saibam que o novo não apaga o antigo e que, sim, é possível uma saudável convivência entre esses recursos. Visitem e se deliciem com o acervo de sons da infância da Biblioteca, é verdadeiramente imperdível!
Temos que encantar nossas crianças nas escolas. Cantigas, jogos de montar, histórias, massa de modelar ou livros ilustrados são recursos indispensáveis para esse encantamento.


O Site
Os sons da infância constituem apenas um recorte da valiosíssima Biblioteca Virtual do Estudante (http://www.bibvirt.futuro.usp.br), um dos portais destinados à educação que mais contribuem para a preservação da cultura nacional. Através desse artigo estamos apenas destacando e referendando uma de suas webpages como endereço especial de visitas a Biblioteca. Nosso intuito é o de facilitar a busca e renovação de acervo, práticas e idéias por parte dos professores, especialmente aqueles de Educação Infantil e Ensino Fundamental I. E o que há de interessante nessa parte da Biblioteca Virtual do Estudante? Veja abaixo o que há disponível:

1 - O primeiro destaque vai para as Rondas Infantis Brasileiras de Veríssimo de Melo. A partir do incentivo e exemplo dado pelo mestre Luís da Câmara Cascudo em sua luta pela preservação das bases e tradições culturais de nosso país, o pesquisador Melo se dispôs a encontrar as cantigas, suas partituras e, através do site, disponibilizar a maior parte dessas músicas para que as novas gerações também conheçam seus sons.

2 - Logo a seguir temos a atualíssima e rica obra de Hélio Ziskind. Quem é ele? É o compositor das músicas dos programas infantis da TV Cultura, como o Castelo Rá-Tim-Bum, o Cocoricó e o Glub Glub. Seus hits são grandes sucessos entre a criançada. São músicas que divertem e estimulam sem ofender a inteligência da criançada.

3 - A Palavra Cantada é um selo musical que trabalha CDs para crianças e que através da Biblioteca Virtual do Estudante coloca boa parte desse acervo ao alcance das crianças. São músicas novas, diversificadas em ritmo e letra, de qualidade indiscutível e que, se utilizadas em casa ou na escola adicionam idéias, vocabulário e conhecimento aos pequenos ouvintes.

4 - Há ainda dois outros bons recursos, ou sejam:- Uma versão em áudio da história de Chapeuzinho Vermelho (adaptada a realidade de nosso país) e o CD Rádio Jacarandá, que traz rádio-novelas infantis, cantigas cantadas por crianças, piadinhas para o público formado pelos pequenos,...
As músicas dos inesquecíveis programas da TV Cultura (Como o Glub Glub, acima retratado) também fazem parte do acervo disponibilizado pela Biblioteca Virtual do Estudante.

Para Refletir:

Nossas crianças estão deixando a infância muito cedo. Precocemente trocam as bonecas, bolas e carrinhos pelas preocupações dos adolescentes ou do mundo adulto. Gostaria de lançar uma campanha pela preservação da infância por muito mais tempo do que permitimos que ela exista nos dias de hoje. Chega de adiantar as coisas. É muito bom ser criança para que sacrifiquemos essa etapa tão rapidamente como estamos fazendo atualmente.

E que culpa temos nisso tudo?
Muitas. Somos nós que deixamos nossos filhos se renderem aos encantos da babá eletrônica sem que nos preocupemos em fiscalizar o que está sendo assistido, se é pertinente e adequado a idade das crianças. Enquanto pais temos que ficar de olho e até mesmo restringir as horas de televisão para que as crianças saibam e gostem de brincar. Vejo crianças que têm muitos brinquedos e não sabem pular corda, chutar bola, subir em árvore, brincar de casinha, disputar figurinhas em "bafinhos",...
Também são os pais que permitem às crianças ficar por horas e horas brincando com videogames ou conectados à Internet. Isso significa que eles não devam aprender a usar jogos eletrônicos ou a mexer com os computadores e a Web? Não, em absoluto, o que estou dizendo é que temos que orientar esse uso e, ao mesmo tempo, permitir seu uso por períodos reduzidos para que nossas crianças e adolescentes não se tornem escravos da tecnologia.

Eu e minha esposa demoramos seis anos para permitir que nossos filhos tivessem contato com games e computadores. Alguns de nossos melhores amigos nos criticaram e não entenderam como nós, adeptos da tecnologia estávamos fazendo isso com nossas próprias crianças. Durante esse tempo líamos histórias, brincávamos com eles, andávamos de bicicleta, jogávamos jogos de tabuleiro,...
Queríamos apenas que eles fossem crianças. Que não deixassem passar esse maravilhoso momento de suas vidas. Desejávamos que eles olhassem para trás e sentissem que foi uma etapa feliz de suas vidas. Sonhávamos apenas com uma infância saudável e alegre para eles. Quando pensamos no que fizemos então concluímos, sempre, que não mudaríamos uma linha, uma ação,...


A Biblioteca Virtual da Educação no resgate dos sons da infância presta contribuição de inestimável valor para a infância ao trazer para os educadores e pais as cantigas e músicas de ontem e de hoje que fazem com que nossas crianças desejem, a cada novo dia, que as horas passem cada vez mais devagar para que elas continuem sendo crianças por muito mais tempo... E viva Peter Pan!
Letra e música extraídas do livro
"Alegria, Alegria - as mais belas canções de nossa infância",
de Carlos Felipe e Giselle Vargas, Editora Leitura.

"SÃO JOÃO"


São João, da-ra-rão

Tem uma gaita-ra-raita

Quando toca-ro-roca

Bate nela.

Todos anja-ra-ranjos

Tocam gaita-ra-raita

Tocam tanto-ra-ranto

Aqui na terra.



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